Nós, da alma vestida

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Nós, da alma vestida

Mensagem por Fonseca em Seg Out 22, 2018 5:33 pm

Segundo Cavalcante, Calixto e Pinheiro (2014, p.15) a Análise de Conteúdo “propõe à apreensão de uma realidade visível, mas também uma realidade invisível, que pode se manifestar apenas nas “entrelinhas” do texto, com vários significados.” Para tanto, há que se considerar três coisas: I) a neutralidade do pesquisador; II) a exclusão do externo, como o contexto e a ideologia, capazes de distorcerem a técnicas de AC, invalidando o estudo. Esta última seria tão prejudicial à AC, sendo chamada de “descaminho da descoberta científica (ROCHA, DEUSDARÁ 2005, p.310) e III) o rigor científico, em que as técnicas devem ser aplicadas com máximo rigor, a fim de não se perder o foco.
No entanto, devemos considerar que essa neutralidade do pesquisador é impossível, poeticamente falando, trazemos a alma vestida, há “contaminação” demais para olharmos para o que quer que seja sem pensar ou interferir sobre. Depois, com a ascensão da Análise do Discurso, percebemos que não dá para se excluir os ditos e não ditos, há uma relação natural entre o linguístico e o não linguístico. Por fim, o rigor metodológico da AC foi importante para a AD, pois direcionou os estudos desta última, não perdendo de vista as observações citadas.

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Não neutralidade invalida a pesquisa qualitativa em educação?

Mensagem por Lais em Seg Out 22, 2018 10:48 pm

BARDIN faz uma teorização densa sobre a análise de conteúdo e todas as suas peculiaridades, a obra é umas das principais fundamentações utilizadas nas pesquisas realizadas no MPED que utilizam da análise de conteúdo como dispositivo de análise. De fato, há um rigor técnico-metodológico que deve prevalecer na análise de conteúdo, como traz a obra de BARDIN. Contudo, por tudo o que já estudamos sobre a pesquisa científica e, em específico, a pesquisa em educação, apesar de haver um caminho metódico no desenvolvimento de uma pesquisa (que não deve ser negligenciado), a pesquisa qualitativa é marcada por intencionalidades, envolve um relação direta entre sujeito e objeto, parte de uma realidade acerca da qual o/a pesquisador/ora já tenha uma certa familiaridade, um contato prévio, ou seja, a neutralidade positivista não é um condição imprescindível para a validade da pesquisaNe. O rigor metodológico, a teorização o e compromisso com a geração de conhecimento novo, sim. De fato, como bem expressou a colega com o poema de Alberto Caieiro, “o essencial é saber ver”.

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